MBA Executivo em Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional

Próximo Encontro

26 / setembro / 2026

Carga Horária

360 h/a

Turma

01

Formato

DO MBA

Modalidade

ao vivo pela internet

Disponibilização

das Aulas Gravadas

Horário

Sábados, das 8:25 às 12:25

Aprenda com grandes líderes

PROFESSORES RENOMADOS

Coordenador

Estrutura

CURRICULAR

Informações

DO CURSO

O MBA Executivo em Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional é voltado para profissionais que desejam liderar projetos de melhoria contínua, maximizar resultados e promover a excelência nos processos organizacionais.

Ao longo do curso, os alunos desenvolverão competências em metodologias Lean, Six Sigma, gestão por processos e ferramentas de análise e resolução de problemas complexos. 

Com uma formação sólida e prática, os participantes estarão preparados para assumir posições estratégicas, conduzindo iniciativas de transformação com base em dados e foco na performance, qualidade e eficiência operacional.

Promover a capacitação e a atualização profissional, integrando conhecimentos e práticas consagradas na área de Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional

O participante deverá desenvolver, ao longo do curso, uma visão estratégica focada na implementação e melhoria contínua de práticas Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional

O estudante deverá ser capaz de identificar e resolver problemas complexos, utilizando abordagens técnicas e metodológicas que suportem a automação, a integração contínua e a resiliência dos sistemas, visando a excelência operacional em organizações públicas e privadas.

Este programa é dirigido a profissionais graduados nas mais diversas áreas de conhecimento que desejam adquirir capacidade em Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional para atuar como líderes em organizações ou empreender novos negócios de sucesso

Ao final do curso: MBA Executivo em Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional, os alunos estarão aptos a:

Desenvolver Competências Técnicas e Estratégicas: Proporcionar aos alunos as habilidades técnicas e estratégicas necessárias para implementar práticas em Lean Six Sigma Black Belt

Capacitar em Ferramentas e Tecnologias Modernas: Apresentar e treinar os estudantes em uma variedade de ferramentas e tecnologias de ponta usadas nas práticas de Lean Six Sigma Black Belt – Excelência Operacional

Fomentar uma Cultura Colaborativa: Ensinar aos alunos a importância de uma cultura de colaboração entre as equipes de desenvolvimento e operações, a fim de melhorar a comunicação, reduzir conflitos e promover objetivos comuns.

Aprimorar Habilidades de Gestão: Melhorar a capacidade dos alunos de liderar equipes, gerenciar projetos complexos e tomar decisões baseadas em métricas e análises.

Artigos

Insights em Lean Six Sigma

A gestão de mudança nas organizações do mundo acontece, quase sempre, com grande grau de inércia. Isso se dá por que a a mudança é algo difícil para todos, embora ser alcançada sempre com o compromisso de todos, principalmente em projetos.

As empresas desejam previsibilidade em seus projetos. Começamos pelos investidores e empresários que exigem a previsibilidade através de políticas de planos de negócios, gestão, processos, metodologias, métodos, técnicas e controles para ajudar a estabilizar as operações.

Para iniciar a mudança é necessário um modelo, conhecer os tipos de mudanças e entender os desafios que ela traz para a organização. Nesse artigo exploraremos esses fatores.

Um Modelo de Gestão de Mudanças

Um modelo de gestão de mudanças é uma forma de ilustrar como as pessoas reagem quando enfrentam mudanças na organização e como a mesma vai conduzir tais mudanças. É preferível que o modelo seja visual e não apenas descrito, pois isso simplifica o entendimento da alta liderança e de todos. Um modelo criado para suportar a mudança organizacional em todos os níveis é apresentado na figura abaixo:

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Tipos de Mudanças nas Organizações

Basicamente existem três tipos de mudanças nas organizações: as mudanças em sistemas, em projetos e organizacional. A figura abaixo mostra a definição, a aplicação e o impacto dessa classificação nas organizações:

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Perceba que a identificação do tipo de mudança é fundamental para um escopo de projeto de gestão da mudança, pois mudanças organizacionais envolvem a decisão, por parte da alta liderança e conselho administrativo, da adoção de metodologias ou modelos de gestão como o Lean Six Sigma, WCM, WCOM, ESG, dentre outros. Essa decisão, sempre com o objetivo de obter resultados maiores e sustentáveis, tem impacto em toda a organização.

Desafios da Gestão de Mudança nas Organizacionais

Ao longo dos anos, observei iniciativas de gerenciamento de mudanças que falharam e as que davam certo, além da aplicação de metodologias de gestão de projetos que tiveram que ser adaptadas para terem sucesso. Os principais desafios para uma iniciativa de gestão da mudança são:

  • Venda a necessidade de mudança transmitindo uma visão de futuro: a mudança é absorvida, inicialmente, quando se transmite a sua visão. O trabalho do gerente de projetos, programa ou portfolio (Black Belt ou Master Black Belt) é vender às partes interessadas a visão do projeto e seu impacto na organização. As iniciativas bem-sucedidas de gerenciamento de mudanças começam com o convencimento do valor entregue pelo projeto. Além do entendimento o estado atual da mudança em uma empresa, como a figura abaixo mostra o perfil do grupo de funcionários que vão passar pela gestão da mudança:

 

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  • Recrute e motive as pessoas certas: as melhores pessoas para se alistar são aquelas que têm um grande interesse no resultado da mudança e com uma alta capacidade de influenciar a organização. Por isso a seleção é fundamental. A motivação é fundamental durante a jornada de gestão de projetos, desenvolver competências comportamentais são fundamentais aqui.
  • Comece com os Quick Wins: ganhos rápidos, com esforço menor as que atingem alto valor por baixo esforço são ótimos lugares para começar. Esses sucessos rápidos, mesmo que pequenos, criam agitação e impulso. E esse zumbido lubrifica a máquina e reduz o atrito contra as mudanças.
  • Sistematize novos processos em torno da mudança: entenda, mapeie, sistematize e melhore os processos. No final padronize o novo de forma simples e aplicada, as pessoas vão perceber seu esforço e boa intenção. Utilize ferramentas de melhoria de processos simples (5S, 5 poques, Ishikawa, Linha de Tempo, A3, etc)
  • Reconheça as pessoas envolvidas no processo de mudança: a motivação se faz através de reconhecimento e recompensa das pessoas. Reconhecer e recompensar generosamente as contribuições e sucesso das pessoas é fundamental. Faça questão de elogiar de forma genuína e pública. Realize com a participação de líderes workshops, apresentações de projetos, premiações, etc.

 

Quer a mudança seja uma implantação de um software de gestão, um novo departamento, a melhoria de um processo, o projeto de um novo layout de instalações ou simplesmente uma nova maneira de fazer as coisas, o objetivo é ajudar as organizações a se adaptarem constantemente às mudanças de mercado. E essa iniciativa deve ser planejada, com apoio de especialistas, e envolvendo a alta liderança para decisões bem sucedidas.

 
Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

A busca por eficiência, resiliência e competitividade nunca foi tão essencial para as empresas como nos dias de hoje. Em um cenário de mercados voláteis, avanços tecnológicos rápidos e clientes cada vez mais exigentes, a excelência operacional surge como uma estratégia indispensável para garantir o sucesso no presente e a preparação para os desafios do futuro.

Este artigo aborda como a excelência operacional pode transformar os resultados de uma empresa, destacando sua importância na adaptação às mudanças e na construção de um diferencial competitivo duradouro.

1. O que é Excelência Operacional e por que ela importa?

A excelência operacional é definida como a capacidade de uma organização de executar suas operações com eficiência, consistência e qualidade, enquanto reduz desperdícios e maximiza recursos. Mais do que um conceito, trata-se de um conjunto de práticas e filosofias que envolvem a melhoria contínua, a inovação e o foco no cliente.

Empresas que adotam a excelência operacional conseguem alinhar seus processos internos para entregar valor ao cliente, ao mesmo tempo em que reduzem custos e melhoram a produtividade. Segundo Slack et al. (2020), a excelência operacional não é apenas uma vantagem competitiva; ela se torna uma necessidade em ambientes onde a concorrência e as mudanças tecnológicas são intensas. O framework abaixo mostra como a Excelência Operacional se relaciona com o Lean e a TPM, e quais ferramentas de gestão são utilizadas em cada metodologia.

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Os Benefícios no Presente e no Futuro
  • No presente: Redução de custos, aumento da eficiência e entrega de valor ao cliente.
  • No futuro: Resiliência para enfrentar crises, flexibilidade para adaptar-se a mudanças e maior capacidade de inovação.

 

Empresas que já alcançaram a excelência operacional relatam benefícios como maior engajamento dos funcionários, redução de erros operacionais e aumento na satisfação dos clientes. Além disso, as organizações que investem em processos eficientes apresentam maior capacidade de adaptação durante períodos de incerteza econômica.

Segundo Joao Orlando de Menezes, DSc, Diretor da Rio Consulting Group, “As pessoas são a chave do sucesso de Programas de Excelência Operacional”, pois elas que geram as melhorias e as mantém. Baseando-se de duas décadas se dedicando a projetos dessa natureza.

2. Preparando-se para o Futuro com Processos Resilientes

Uma empresa preparada para o futuro não é aquela que apenas reage às mudanças, mas sim aquela que antecipa desafios e se adapta rapidamente. Nesse contexto, a excelência operacional atua como um catalisador para a resiliência organizacional.

Resiliência e Capacidade de Adaptação

Resiliência organizacional é a capacidade de uma empresa de absorver impactos e continuar a operar eficientemente durante crises ou mudanças rápidas no mercado. A excelência operacional contribui para essa resiliência ao criar processos robustos, mas ao mesmo tempo flexíveis. Por exemplo, práticas como o mapeamento de processos e a implementação de metodologias Lean e Six Sigma ajudam a identificar gargalos e criar fluxos de trabalho mais ágeis.

Segundo Liker e Meier (2006), empresas que implementam práticas de melhoria contínua, como o Lean Management, conseguem reduzir significativamente o tempo de resposta a mudanças. Essas organizações são capazes de reconfigurar seus processos internos de forma rápida, mantendo a entrega de valor ao cliente mesmo em meio a crises. Em nossos clientes de siderurgia já alcançamos a redução de um tempo de setup de 13h às 2:40h, isso gerou savings consideráveis para o processo de fundição.

A figura abaixo mostra um dos Painéis de Controle do Portfolio de Excelência Operacional de uma empresa cliente, que através das métricas certas pode-se medir o desempenho dos projetos e resiliência do Programa de Excelência Operacional.

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Programas resilientes são aqueles que continuam investindo em treinamento e certificação de seus funcionários, como diz Aluisio Monteiro, Master Black Belt em Lean Six Sigma e professor e pesquisador do curso de Engenharia de Produção do CEFET-RJ/UnedNI, e autor de mais de 100 artigos sobre o tema, “quanto mais funcionários treinados, mais engajamento, mais kaizens e mais savings“.

Excelência Operacional como Diferencial Competitivo

Além de preparar a empresa para enfrentar desafios externos, a excelência operacional também cria vantagens competitivas no mercado. Processos otimizados permitem que as empresas inovem mais rapidamente e entreguem produtos ou serviços de maior qualidade. Isso não apenas fortalece a retenção de clientes, mas também aumenta a atratividade da marca.

Quanto mais funcionários treinados, mais engajamento, mais kaizens e mais savings. Aluisio Monteiro

A excelência operacional é mais do que uma metodologia de eficiência; ela é um componente estratégico para preparar empresas para o futuro. Ao implementar práticas de melhoria contínua, reduzir desperdícios e criar processos resilientes, as organizações podem enfrentar desafios com mais confiança e aproveitar oportunidades de mercado.

Empresas que investem em excelência operacional hoje estarão melhor posicionadas para competir em um futuro cada vez mais incerto e desafiador. A chave para o sucesso está em integrar a excelência operacional como parte do DNA organizacional, criando uma cultura de inovação e melhoria contínua.

 
Fontes
  1. MONTEIRO, Aluisio, MENEZES, J.O., MONTEIRO, D.V.C., Troca rápida de ferramentas aplicada a uma indústria siderúrgica do Rio de Janeiro: um estudo de caso, SIMPROD, 2005.
  2. LIKER, Jeffrey K.; MEIER, David. The Toyota Way Fieldbook: A Practical Guide for Implementing Toyota’s 4Ps. McGraw-Hill Education, 2006.
  3. SLACK, Nigel et al. Operations Management. 9th Edition. Pearson Education, 2020.
 
Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

A aplicação da Excelência Operacional na gestão da produção envolve a adoção de uma abordagem sistemática e focada na melhoria contínua dos processos.

A gestão da produção é complexa por ter como requisitos competência técnica, uso de equipamentos específicos e tecnologia, contratação, formação e reciclagem de profissionais em grande escala, a gestão de ativos a um custo alto e a necessidade de uma estratégia constantemente alinhada com o mercado.

Mesmo assim a solução é a adoção de boas práticas de Excelência Operacional por motivos de resultados imediatos a um custo muito baixo, basicamente consultoria e treinamento de pessoas.

O que é Excelência Operacional?

A Excelência Operacional é um conjunto de metodologias, frameworks, técnicas e ferramentas de gestão com objetivo de alcançar desempenho superior aos concorrentes em termos de valor agregado aos clientes, e sobretudo na operação diária. Em um artigo anterior eu relato que, a Excelência Operacional se inicia através da organização de metodologia e ferramentas.

A primeira ação para a sua aplicação é o treinamento e certificação de profissionais em Excelência Operacional, isso requer aprendizados dos colaboradores da operação, gerência e alta liderança em metodologias de Supply Chain Management, BPM (Business Process Management), Lean Six Sigma, World Class Operations Management (WCOM), Total Productive Maintenance (TPM), Manutenção Centrada em Confiabilidade (MCC), dentre outras. Pois através de treinamento específico os funcionários poderão desempenhar bem as suas atividades, contribuir melhor para a melhoria dos processos e o alcance dos objetivos e metas da empresa.

Uma forma complementar é criando Salas de Guerra, Salas de Controle ou Salas de Gestão nas empresas. Nesses ambientes, criados em um local estratégico das fábricas e empresas de serviço, se ordena a metodologia de gestão que se pretende aplicar (Lean, Lean Six Sigma, WCM, TPM, BSC, Planejamento Estratégico, dentre outras), as ferramentas, documentos, manuais, modelos e quadros de gestão visual utilizados diariamente.

Como Aplicar Excelência Operacional na Gestão da Produção

Aqui estão algumas estratégias-chave para implementar a excelência operacional na gestão da produção:

  1. Mapeamento e Implantação da Gestão de Processos: Comece por mapear e entender detalhadamente todos os processos envolvidos na produção. Identifique as etapas, as entradas e saídas, as interações entre os processos e as possíveis áreas de melhoria.
  2. Aplicação da Teoria das Restrições para Identificação de Gargalos: Identifique pontos de estrangulamento ou gargalos que possam causar atrasos ou ineficiências na produção. Analise os fluxos de trabalho e identifique onde ocorrem atrasos, estoques excessivos ou retrabalhos. Essa abordagem se faz através da Teoria das Restrições que é voltada para a identificação e eliminação de gargalos produtivos.
  3. Padronização de Processos: Estabeleça padrões claros e documentados para cada etapa do processo de produção. Isso inclui procedimentos operacionais padrão (POP), instruções de trabalho e diretrizes para garantir a consistência e a qualidade em todas as operações.
  4. Programas de Melhoria Contínua: Promova uma cultura de melhoria contínua, incentivando os colaboradores a identificar oportunidades de aprimoramento e a propor soluções. Implemente programas como Kaizen, Lean Manufacturing, Lean Six Sigma e TPM para impulsionar a busca constante por eficiência, eliminação de perdas e aumento de desempenho nos processos administrativos e produtivos.
  5. Gestão da Qualidade: Implemente um sistema robusto de controle de qualidade para garantir que os produtos atendam aos padrões estabelecidos. Isso inclui inspeções regulares, testes de qualidade, controle estatístico de processo, feedback dos clientes e ações corretivas para lidar com não conformidades.
  6. Treinamento da Equipe: Invista no treinamento e capacitação dos colaboradores para que possuam as habilidades e conhecimentos necessários para operar de forma eficiente e de acordo com os padrões estabelecidos. Incentive a participação em programas de desenvolvimento profissional e compartilhamento de melhores práticas através de certificações Lean Six Sigma e da Supply Chain Management.
  7. Uso de Sistemas Integrados de Gestão: Avalie e implemente tecnologias e sistemas de automação que possam melhorar a eficiência dos processos de produção. Isso inclui a utilização de softwares de gestão de produção como MRP II, S&OP, MRP, Forecasting, MPS, CRP, APS e MES para planejamento e controle da produção.
  8. Colaboração e Comunicação: Promova uma comunicação efetiva e colaboração entre as equipes de produção, qualidade, manutenção e demais áreas relacionadas. Estabeleça canais de comunicação claros e incentive o compartilhamento de informações e ideias para melhorias.

 

O diagrama abaixo resume as principais boas práticas de gestão da produção que levam a excelência operacional em indústrias de todas as categorias:

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Ao aplicar essas estratégias, as empresas podem alcançar a excelência operacional na gestão da produção, resultando em maior eficiência, qualidade aprimorada, redução de custos e maior satisfação do cliente.

É importante lembrar que a busca pela Excelência Operacional é um processo contínuo, exigindo monitoramento constante, análise de dados e ajustes conforme necessário. Sobretudo de um C-Level capacitado e alinhado com os requisitos de competitividade do mercado.

 
Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ
 

As organizações enxutas parecem trabalhar de maneira simples e operar com uma calma inata. Eles removeram grande parte da complexidade que inibe o desempenho de outras empresas, mas atingir esse nível de simplicidade não é fácil. Em The Simplicity of Lean, Philip Holt fornece um manual abrangente dos princípios Lean, apresentado de uma maneira acessível e fácil de aplicar.

Segundo Philip Holt [1], a simplicidade do Leané tornar as organizações mais eficientes e eficazes. Para isso acontecer é necessário o contexto adequado para aplicar o pensamento enxuto e tornar a transformação Lean bem-sucedida.

A Excelência Operacional Gera Vantagem Competitiva Direta

A vantagem competitiva, principalmente a vantegem alcançada rapidamente é sempre buscada pelo C-Level das empresas. Investe-se em tecnologia, IA, Machine Learning, Big Data e sobre tudo em metodologias de gestão. Nesse ponto, a Excelência Operacional é o objetivo mais buscado, pois impacta rapidamente em resultados da empresa e nos concorrentes. 

Contudo, eu sempre disse nas disciplinas de graduação, pós-graduação e treinamentos que a Execlência Operacional dá muito trabalho em manter, mas é extremamente lucrativa e vantajosa.

Isso se dá pelo seu baixo custo de implantação, pelo foco em resultados do Lean, pela sua sustentação interna baseada em motivação, pelos resultados rápidos e visíveis.

Nos resultados da pesquisa de Raffaella Sadun, Nicholas Bloom e John Van Reenen, da Harvard Business School, a importância da boa gestão e da excelência operacional foi claramente demonstrada, concluindo que “Ninguém jamais argumentou que a excelência operacional não importa . Mas defendemos que deve ser tratado como um complemento crucial para a estratégia – e que isso é verdade agora mais do que nunca. ”

Kaizens

Os kaizens são a forma mais simples de aplicar os conceitos do Lean nas empresas. É através dos kaizens que se materializa e executa a melhoria contínua, de forma consistente e real.

Os kaizens propostos em uma empresa gera impacto que todos podemos causar com sua adoção, como uma forma fundamental de pensar e agir.  O líder Lean (coordenador de melhoria contínua, gerente de qualidade, Black Belt, etc) entregará excelência para sua organização, mas para isso, Lean Six Sigma tem que refletir como você pensa e quem você é.

O Modelo Insuperável da Simplicidade Lean

Uma das características mais marcantes do modelo de gestão Lean é a sua simplicidade. Ele se baseia em princípios fundamentais que podem ser aplicados de forma direta e intuitiva. Esses princípios incluem a identificação e eliminação de desperdícios, o envolvimento e capacitação dos colaboradores, o foco na qualidade e o aprimoramento contínuo dos processos. E quais os elementos que tornam o Lean simples e efetivo? Veja cada um deles:

  1. Abordagem prática e direta. Ele se concentra em identificar e eliminar atividades que não agregam valor ao produto ou serviço final, conhecidos como desperdícios. Esses desperdícios podem incluir desde estoques excessivos até a espera por informações ou retrabalhos. Ao reduzir ou eliminar esses desperdícios, as empresas podem melhorar a eficiência, reduzir os custos e aumentar a produtividade.
  2. Envolvimento dos colaboradores em todos os níveis da organização. O modelo valoriza a participação ativa e o empoderamento dos funcionários, incentivando-os a identificar problemas, propor soluções e contribuir para a melhoria contínua dos processos. Isso cria um ambiente de trabalho colaborativo e engajado, onde todos têm a oportunidade de contribuir para o sucesso da empresa.
  3. Foco na qualidade é uma parte fundamental do modelo Lean. Ao buscar a excelência na entrega de produtos e serviços, as empresas reduzem a ocorrência de erros, retrabalhos e desperdícios. Isso resulta em produtos de maior qualidade, satisfação dos clientes e redução de custos.
  4. Enfoque no aprimoramento contínuo. Ao invés de grandes mudanças e projetos complexos, o Lean encoraja a implementação de melhorias incrementais constantes. Isso permite que as empresas testem e avaliem novas ideias de forma rápida e eficiente, ajustando-as conforme necessário. Dessa forma, o aprimoramento contínuo se torna parte da cultura organizacional, impulsionando a inovação e a adaptação às mudanças do mercado.

 

A figura abaixo mostra as características que tornam a simplicidade do Lean insuperável frente às demais metodologias de gestão:

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Referências

[1] Holt, Philip, The Simplicity of Lean: Defeating Complexity, Delivering Excellence. Management Impact Publishing, 2019.

 

Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

 

 

Os líderes desempenham um papel fundamental no sucesso de uma organização, influenciando e motivando suas equipes a alcançar metas e objetivos. Ao examinar as principais características e comportamentos dos líderes eficazes, este artigo busca fornecer uma compreensão mais profunda de como eles obtêm bons resultados.

Os líderes eficazes são capazes de inspirar, comunicar, tomar decisões acertadas e cultivar um ambiente de trabalho positivo. Além disso, eles também demonstram habilidades de delegação, capacidade de adaptação e uma mentalidade voltada para o crescimento.

O que Significa Liderar?

Liderar uma equipe ou organização rumo ao sucesso é um desafio complexo, que requer uma combinação de habilidades, conhecimentos e traços pessoais. Enquanto alguns líderes podem parecer naturalmente talentosos, a realidade é que o sucesso de um líder está enraizado em suas ações e comportamentos. Neste artigo, vamos explorar o que os líderes realmente fazem para obterem bons resultados e como eles podem impactar positivamente suas equipes e organizações.

A liderança é uma competência comportamental que pode ser aprendida, portanto, desenvolvida em qualquer um ser humano. Programas de liderança e mentoria podem ajudar profissionais a se tornarem melhores líderes.

Segundo Abilio Diniz, para ser um líder bem sucedido tudo tem que ser muito bem planejado e com prioridades claras. “A gente é vencedor por opção. Escolhemos o que fazemos na vida”. Para o empresário, empresas vencedoras precisam ter quatro premissas básicas: almejar além do lucro, saber gerir pessoas e ter uma cultura e liderança fortes.

Joseph Safra foi um grande banqueiro, um verdadeiro empreendedor que construiu o Grupo Safra no mundo, obtendo sucesso por sua seriedade e visão de negócios. Foi um grande líder e muito respeitado dentro e fora da organização, era motivador, tratava seus funcionários com respeito, cultivava um ambiente de trabalho positivo e de comunicação clara e objetiva. Viveu uma vida exemplar, simples e reservada, sem ostentação, longe da exposição geral. Hoje o banco Safra anunciou mudanças no comando da instituição, onde Alberto Monteiro passa a ocupar a presidência do banco.

Um outro caso emblemático de liderança foi o de Jack Welch, CEO da General Eletric, que impressiona pelos números. Quando assumiu a direção do conglomerado, em 1981, a companhia valia US$ 14 bilhões. Vinte anos depois, seu valor de mercado atingiu US$ 600 bilhões. Welch cumpriu sua ambição de elevar a GE ao posto de empresa mais valiosa do mundo, através de um modelo de gestão (o Six Sigma) que fez com que o grupo obtivesse muito sucesso em seu período na posição de líder.

Como Desenvolver Liderança?

Em um artigo escrito por mim para a Rio Consulting Group, apresento um framework com um modelo de desenvolvimento de liderança porposto por Julian Birkinshaw, Maya Gudka e Steve Marshall e publicado pela Harvard Business Rewiew, que considera três elementos mostrados na figura abaixo:

 

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Com a figura fica claro que, para desenvolvermos liderança, precisamos estudar (de preferência em um bom programa de liderança), buscar experiência de trabalho e ter interação com outras pessoas.

A Diferença entre Gestão e Liderança

Segundo Kotter (2001), gestão é lidar com a complexidade, pois sem uma boa gestão, as empresas tendem a tornar-se caóticas de formas a porem em risco a sua própria existência. Uma boa gestão traz ordem e consistência a dimensões-chave do negócio como a qualidade, nível de atendimento dos clientes, a rentabilidade dos produtos ou a distribuição dos estoques em toda a cadeia de suprimentos.

Liderança, por outro lado, trata de lidar com a mudança como: a competitividade do mundo atual, conectado e integrado através de sistemas integrados de gestão (ERP – Enterprise Resource Planning), maior concorrência internacional, a desregulamentação dos mercados e as mudanças do perfil da força de trabalho estão entre os muitos fatores que contribuíram para esta mudança e aumento da competitividade mundial e local.

A diferença está basicamente em organização e direção, pois ninguém ainda descobriu como gerenciar as pessoas de forma eficaz na guerra; pois todos devem ser liderados em vez de organizados.

Ninguém ainda descobriu como gerenciar as pessoas de forma eficaz na guerra.

A gestão garante o cumprimento do plano por  meio do controle e da resolução de problemas. Monitorando os resultados versus o plano inicial por meio de relatórios, reuniões e outras ferramentasde gestão, para identificar desvios, em seguida planejar, executar, controlar e analisar os problemas do dia a dia. Contudo, para a liderança, alcançar uma visão requer motivar e inspirar – manter as pessoas na direção certa, apesar dos principais obstáculos à mudança, apelando  para necessidades, valores e emoções humanas básicas.

O Que os Líderes Fazem para Obterem Bons Resultados?

Um exame mais atento das ações mais assertivas de líderes revela as seguintes habilidades e competências:

  1. Inspirar e motivar: Líderes eficazes têm a capacidade de inspirar e motivar suas equipes. Eles estabelecem uma visão clara e a comunicam de forma convincente, criando um senso de propósito compartilhado. Ao fornecer um propósito significativo, os líderes incentivam seus membros da equipe a dar o melhor de si e a se esforçarem para alcançar os objetivos estabelecidos.
  2. Comunicação eficaz: A comunicação é uma habilidade essencial para os líderes obterem bons resultados. Eles devem ser capazes de transmitir claramente suas expectativas, fornecer feedback construtivo e ouvir ativamente suas equipes. Através de uma comunicação aberta e transparente, os líderes estabelecem um ambiente de confiança e colaboração, o que fortalece o desempenho e a eficácia da equipe.
  3. Tomada de decisão acertada: Os líderes são frequentemente confrontados com decisões difíceis e complexas. A capacidade de tomar decisões acertadas é crucial para obter bons resultados. Líderes eficazes analisam cuidadosamente as informações disponíveis, consideram diferentes perspectivas e tomam decisões fundamentadas. Além disso, eles são capazes de assumir a responsabilidade por suas decisões e aprender com os erros, buscando constantemente melhorar.
  4. Cultivar um ambiente de trabalho positivo: Um líder eficaz reconhece a importância de um ambiente de trabalho positivo. Eles promovem a colaboração, o respeito mútuo e a valorização da diversidade. Ao criar um ambiente onde os membros da equipe se sintam apoiados e encorajados a expressar suas opiniões, os líderes podem fortalecer a coesão da equipe e promover um clima propício à inovação e ao alto desempenho.
  5. Habilidades de delegação: Líderes eficazes entendem a importância da delegação. Eles identificam as habilidades e competências individuais de seus membros da equipe e atribuem tarefas de acordo. Ao distribuir responsabilidades de forma adequada, os líderes capacitam seus colaboradores, promovendo o desenvolvimento pessoal e permitindo que cada membro da equipe contribua de forma significativa para os resultados gerais.
  6. Capacidade de adaptação: O ambiente de negócios está em constante mudança, e líderes eficazes são capazes de se adaptar a essas mudanças. Eles demonstram flexibilidade e agilidade, sendo capazes de ajustar estratégias e abordagens conforme necessário. Além disso, eles incentivam uma cultura de aprendizado contínuo, encorajando seus membros da equipe a buscar o autodesenvolvimento e a se adaptarem às novas realidades do mercado.
  7. Mentalidade voltada para o crescimento: Líderes eficazes possuem uma mentalidade voltada para o crescimento, tanto para si mesmos quanto para suas equipes. Eles reconhecem que o desenvolvimento contínuo é essencial para atingir bons resultados e estão dispostos a investir no crescimento e no desenvolvimento de suas habilidades e competências. Além disso, eles incentivam seus colaboradores a buscar o crescimento pessoal e profissional, fornecendo oportunidades de aprendizado e desenvolvimento.

 

Os líderes eficazes desempenham um papel crucial na obtenção de bons resultados. Suas ações e comportamentos têm um impacto significativo na motivação, desempenho e eficácia de suas equipes. Ao inspirar, comunicar, tomar decisões acertadas, cultivar um ambiente de trabalho positivo, delegar adequadamente, adaptar-se às mudanças e promover uma mentalidade de crescimento, os líderes podem criar um ambiente propício ao sucesso. Portanto, é essencial que os líderes estejam dispostos a desenvolver suas habilidades e se esforçar para se tornarem líderes mais eficazes, a fim de obterem bons resultados tanto para si mesmos quanto para suas equipes e organizações.

 

Referências

[1] Kotter, Jonh P., What Leaders Really Do. Harvard Business Review, 2001.

[2] Monteiro, Aluisio, Você Pode Ser Um Grande Líder Sem Ter Expertise Técnica?RCG, 2023.

 

 
Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ
 

Indicadores de Desempenho: Além dos Aspectos Financeiros

Os indicadores de desempenho desempenham um papel fundamental na avaliação do sucesso de uma organização. Eles fornecem informações valiosas sobre o desempenho operacional, a eficiência dos processos e a obtenção de metas e objetivos. No entanto, é essencial considerar uma ampla gama de indicadores para obter uma visão completa do desempenho de uma empresa.

Além dos aspectos financeiros, como receita, lucro e retorno sobre o investimento, é igualmente importante medir e avaliar o desempenho humano. Os indicadores de desempenho relacionados aos recursos humanos podem incluir taxa de rotatividade, absenteísmo, satisfação dos funcionários, produtividade individual e coletiva, entre outros. Esses indicadores ajudam a identificar áreas de oportunidade e a implementar estratégias para melhorar o desempenho humano.

Para atuar como gestor de projetos pode-se medir o desempenho baseado em alguns Fatores de Resiliência em Projetos. A tabela abaixo mostra um exemplo de avaliação do potencial de quatro profissionais para a área de gestão de projetos:

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Métricas de Medição da Perda de Potencial Humano

A perda de potencial humano, uma das 8 perdas Lean, ocorre quando os talentos e habilidades dos colaboradores não são adequadamente aproveitados e desenvolvidos. Essa perda pode ser resultado de uma série de fatores, como falta de motivação, ambiente de trabalho desfavorável, falta de oportunidades de crescimento e desenvolvimento, entre outros. Para evitar essa perda, é necessário medir e avaliar sistematicamente o potencial humano nas organizações.

  • Uma métrica importante é a taxa de retenção de talentos. Ela indica a capacidade da organização de manter seus funcionários mais qualificados e talentosos. Uma alta taxa de rotatividade (turnover) pode ser um sinal de problemas na retenção de talentos e de perda de potencial humano. Além disso, a avaliação do engajamento dos colaboradores por meio de pesquisas de clima organizacional e avaliações de desempenho pode fornecer insights valiosos sobre a motivação e a satisfação no trabalho, bem como identificar oportunidades de desenvolvimento e crescimento.
  • Outra métrica relevante é a análise de lacunas de competências. Identificar as habilidades necessárias para atingir os objetivos organizacionais e compará-las com as competências existentes dos colaboradores permite identificar possíveis deficiências e áreas de desenvolvimento. Ao investir em programas de treinamento e desenvolvimento, as organizações podem reduzir a perda de potencial humano, preparando seus colaboradores para assumir novos desafios.

 

Alguns Exemplos de Perdas de Potencial Humano

Alguns exemplos de perdas de potencial humano que podem ocorrer nas organizações:

  1. Falta de desenvolvimento profissional: Se os colaboradores não têm acesso a programas de treinamento e desenvolvimento, eles podem perder a oportunidade de aprimorar suas habilidades e conhecimentos. Isso limita seu potencial de crescimento e contribuição para a organização.
  2. Desalinhamento de habilidades: Quando os funcionários são colocados em funções que não correspondem às suas habilidades e competências, ocorre uma perda de potencial humano. Isso pode resultar em baixa produtividade, falta de motivação e desempenho abaixo do esperado.
  3. Falta de reconhecimento e recompensa: Quando os esforços e realizações dos colaboradores não são reconhecidos e recompensados adequadamente, eles podem perder a motivação e o engajamento. Isso leva a uma perda de potencial humano, pois os funcionários podem se tornar desinteressados e menos dispostos a contribuir positivamente para a organização.
  4. Ausência de oportunidades de crescimento: Se os colaboradores não têm oportunidades claras de progressão na carreira e crescimento pessoal dentro da organização, eles podem se sentir estagnados e desmotivados. Essa falta de perspectiva de crescimento resulta em uma perda de potencial humano, pois os funcionários podem buscar oportunidades em outras empresas.
  5. Ambiente de trabalho tóxico: Um ambiente de trabalho negativo, marcado por falta de respeito, comunicação inadequada, conflitos constantes e liderança ineficaz, pode levar a uma perda de potencial humano. Os funcionários podem se sentir desvalorizados, estressados e desmotivados, o que afeta negativamente seu desempenho e comprometimento.
  6. Falta de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal: Quando os funcionários são constantemente sobrecarregados de trabalho e não têm a oportunidade de equilibrar suas responsabilidades profissionais e pessoais, ocorre uma perda de potencial humano. O esgotamento e a falta de tempo para cuidar de si mesmos podem levar a uma diminuição do desempenho e do bem-estar dos colaboradores.

 

Esses são apenas alguns exemplos de ganhos através do potencial humano que podem ocorrer nas organizações. A figura abaixo mostra três iniciativas na VALE, na LOLA COSMETICS e no Instituto Rogério Steinberg de aproveitamento do potencial humano:

Conteúdo do artigo

 

Os indicadores de desempenho e métricas de medição não devem se limitar apenas a aspectos financeiros nas organizações. É fundamental considerar o potencial humano como um componente crítico do sucesso organizacional. Identificar e medir a perda de potencial humano permite que as organizações tomem medidas corretivas, como o desenvolvimento de programas de treinamento, a melhoria do ambiente de trabalho e a criação de oportunidades de crescimento.

Ao adotar uma abordagem holística para a avaliação do desempenho, as organizações podem otimizar seu capital humano e alcançar resultados sustentáveis a longo prazo.

 

Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

Jeffrey Liker, professor de engenharia industrial e operacional na University of Michigan, escreveu uma obra (Toyota Way ou O Modelo Toyota) que considera 14 principios que observou na Toyota Motor Company, que servem como referência para o sucesso da operação diária dessa empresa.

Nele, Liker explora os princípios e práticas que tornaram a Toyota uma das empresas mais bem-sucedidas e admiradas do mundo. O autor considera que para o sucesso da Toyota está a filosofia de gestão conhecida como Toyota Way, que se baseia em 14 princípios fundamentais.

Neste artigo, vamos explorar esses princípios e entender como eles são aplicados na busca pela excelência operacional e pela criação de valor para os clientes.

Os Princípios e a Filosofia de Gestão

Princípios são verdades ou juízos fundamentais, que servem de alicerce para um padrão de comportamentos de um grupo de pessoas. A filosofia de gestão de uma empresa é o espectro da GESTÃO ESTRATÉGICA que reflete a MISSÃO, a VISÃO e os VALORES da mesma. A filosofia é tão importante que ela serve como guia de comportamento onipresente junto a todos os funcionários, norteando as ações de todos em uma direção definida.

Segundo Liker, a Toyota possuem uma filosofia de gestão de longo prazo que está na base de uma pirâmide de princípios, chegando ao topo da mesma com uma filosofia de aprendizado contínuo. Ele considerou 4 níveis de princípios divididos em:

  • Nível 1: Aprendizado contínuo;
  • Nível 2: Respeito e desafio;
  • Nível 3: Eliminação de perdas;
  • Nível 4: Pensamento de longo prazo;

 

Os Princípios da Toyota segundo Liker

Os princípios que Liker observou na Toyota são a sua base de sucesso no mundo, são eles:

  1. Baseie suas decisões em um pensamento de longo prazo: A Toyota acredita na importância de tomar decisões com uma visão de longo prazo, levando em consideração o impacto a longo prazo em vez de se concentrar apenas em resultados imediatos. Essa abordagem promove a sustentabilidade e o crescimento contínuo.
  2. Crie um fluxo contínuo de valor: A Toyota busca eliminar desperdícios e criar um fluxo de valor contínuo em todas as etapas do processo. Isso envolve a identificação e a eliminação de atividades que não agregam valor aos clientes, buscando uma produção eficiente e um fluxo de trabalho suave.
  3. Utilize o “pull system” para evitar a superprodução: A Toyota adota o sistema de produção puxada, onde a produção é baseada na demanda real do cliente. Isso evita a superprodução e minimiza estoques desnecessários, permitindo uma resposta mais rápida às mudanças na demanda.
  4. Nivele a carga de trabalho: A Toyota busca nivelar a carga de trabalho ao longo do tempo para evitar oscilações extremas na demanda e garantir um fluxo suave de trabalho (Heijunka). Isso ajuda a reduzir o estresse e a criar um ambiente de trabalho mais estável.
  5. Construa uma cultura de parar para resolver problemas: Na Toyota, a resolução de problemas é valorizada e incentivada em todos os níveis da organização. Os problemas são vistos como oportunidades de aprendizado e melhoria contínua, e todos os funcionários são encorajados a parar e resolver problemas em sua origem.
  6. Padronize tarefas e processos para a melhoria contínua: A Toyota enfatiza a importância da padronização de tarefas e processos para garantir a consistência e a qualidade. A partir de padrões estabelecidos, é possível identificar problemas e buscar melhorias contínuas em todo o sistema.
  7. Use tecnologia confiável e de última geração: A Toyota investe em tecnologia confiável e de última geração para melhorar a eficiência e a qualidade. Isso inclui o uso de máquinas e equipamentos avançados, bem como sistemas de informação eficientes.
  8. Desenvolva líderes e equipes de alto desempenho: A Toyota valoriza o desenvolvimento de líderes e equipes de alto desempenho. Eles são capacitados a tomar decisões, buscar melhorias e criar um ambiente de trabalho colaborativo e motivador.
  9. Respeite seus parceiros e fornecedores: A Toyota acredita em relacionamentos de longo prazo baseados na confiança, no respeito mútuo e na cooperação com seus parceiros e fornecedores. Essa abordagem promove uma cadeia de suprimentos eficiente e uma colaboração benéfica para todas as partes envolvidas.
  10. Vá e veja por si mesmo para entender a situação: A Toyota enfatiza a importância de ir ao local de trabalho e observar diretamente as operações para entender a situação real. Isso ajuda a identificar problemas, obter insights e tomar decisões informadas.
  11. Tome decisões por consenso, considerando todas as opções: Valorizar a tomada de decisões por consenso, envolvendo todas as partes relevantes e considerando todas as opções disponíveis. Isso promove a participação e a responsabilidade compartilhada.
  12. Torne-se uma organização de aprendizado: A Toyota acredita na importância da reflexão e da melhoria contínua como uma forma de aprendizado organizacional. Através da análise constante das operações, é possível identificar áreas de melhoria e implementar mudanças para atingir a excelência operacional.
  13. Desenvolva uma cultura de resolver problemas em toda a organização: Resolver problemas é uma parte fundamental da cultura da Toyota. A empresa incentiva todos os funcionários a identificar e resolver problemas em todas as áreas da organização, promovendo a melhoria contínua e o crescimento individual.
  14. Seja uma empresa socialmente responsável: A Toyota reconhece sua responsabilidade em relação à sociedade e ao meio ambiente. A empresa busca contribuir para o desenvolvimento sustentável e ser um membro responsável das comunidades onde atua.

 

A figura abaixo resume os princípios do Modelo Toyota e os níveis de classificação:

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Os 14 Princípios do Toyota Way são os alicerces que sustentam a cultura e o sucesso da Toyota. Esses princípios têm sido aplicados e refinados ao longo de décadas, resultando em uma abordagem única para a excelência operacional e a criação de valor para os clientes.

Ao adotar esses princípios, outras organizações podem buscar melhorias contínuas, redução de desperdícios e uma cultura de resolução de problemas. Através da implementação dos 14 Princípios do Toyota Way, as empresas podem buscar a excelência operacional e alcançar resultados excepcionais.

 

Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

Os japoneses acreditam que sete é um número da sorte, e é por isso que identificam os “sete desperdícios” em um processo, embora saibamos que existem pelo menos oito, ao longo do tempo a pesquisa, a observação e a experiência me tenham mostrados mais desperdícios que podem ser evitados nas empresas.

Esse artigo irá apresentar outros desperdícios que devem ser considerados nos processos das empresas.

Desperdiçando o Potencial das Pessoas na Organização

Sob a perspectiva Lean, o “desperdício” do potencial humano pode ser visto de duas perspectivas: potencial mal utilizado ou potencial inexplorado. O potencial mal utilizado pode resultar da não utilização de uma habilidade ignorada pelo gestor em uma atividade de trabalho. Por exemplo, o não aproveitamento de um funcionário que possui uma especialização, um curso ou até mesmo uma certificação na área de conhecimento do projeto que está sendo realizado.

O potencial inexplorado é muitas vezes o resultado de os gestores presumirem que os seus funcionários não fazem nada após o trabalho, não se desenvolvem, não estudam ou não praticam nenhum esporte. Desperdiçando muito potencial em atividades específicas, projetos paralelos que poderiam acontecer, resolvendo problemas fora do alcance do gestor, etc.

Outra forma de desperdício de pessoas decorre da competição entre equipes da mesma organização. A cooperação pode eliminar muitos esforços desperdiçados, pois isso é uma questão de liderança. Economizando tempo, esforços, muito desgaste com a competição interna.

Ao procurar oportunidades para reduzir ou eliminar o desperdício, esteja atento a retrabalho, reprogramação, redesenho, nova verificação e rejeição em processos internos na empresa. Conhecer e observar o potencial da sua equipe é fundamental para o sucesso da organização. Essa informação é conhecida durante entrevistas e feedbacks. Por exemplo a escolha de um consultor para liderar um projeto no Egito, pelo seu perfil de líder de um time de futebol na zona norte do Rio de Janeiro há anos.

A seleção de um líder de um Programa de 5S em uma grande empresa a partir das suas habilidades de negociação com a compra de gado para a fazenda de seu pai. São exemplos importantes dessa abordagem.

 

Se Tornando Verde e Sustentável

Nas empresas é necessário considerar os resíduos no contexto do ambiente e da utilização de energia. O termo “green lean” descreve esta abordagem, que através de ações de reaproveitamento de materias podemos sempre gerar ganho a todos e a sociedade.

As embalagens e a utilização de materiais inadequados (muito pesadas, com muito plástico, etc) são alvos óbvios, contudo a água e energia, que são recursos utilizados na produção de embalagens possivelmente desnecessárias são outra perspectiva. veja alguns exemplos de desperdícios na sociedade, que se evitados nos tornarão mais próximos do objetivo de sermos verdes:

  • As siderúrgicas apostam no uso de sucata, a ser reciclada, para a produção de aço e alumínio, pois o uso de energia cai cerca de 95% para a produção de uma tonelada de alumínio bruto, por exemplo.
  • Políticas de ofertas “dois por um” em redes de varejo incentivam a compra de muitos alimentos, que serão desperdiçados quando o prazo de validade expirar.
  • A utilização de sensores de presença em prédios comerciais e residenciais para economia de energia quando corredores e áreas comuns não estiverem sendo usadas.
  • Programas de economia de energia, com estruturação fornecidas pelo governo federal, reutilização de água para instalações comerciais como shoppings centers, prédios de escritórios, hospitais e indústrias.
  • A orientação nas redes de hotéis, para que os hóspedes reutilizem as toalhas gera uma economia enorme em lavanderias, e com isso de água e energia.
  • O aproveitamento de embalagens de papelão de produtos fornecidos em supermercados para acondicionamento de produtos fracionados. O processamento de embalagens em fábricas para venda e conversão em ganhos para os funcionários.
  • A reciclagem de serragem em serrarias para gerar energia, através de caldeiras, e no aproveitamento para produtos como madeira aglomerada e MDF.

Considerando as Perspectivas do Cliente

A grande maioria dos desperdícios citados e descritos são vistos de uma perspectiva interna. São os desperdícios causados ao cliente por ações internas com atividades sem valor agregado ou sem valor agregado e necessárias.

Considerando que um dos princípios-chave do pensamento Lean é proporcionar valor ao cliente, o que os clientes veem do ponto de vista do desperdício? Alguns exemplos do nosso dia a dia:

  • Atrasos nas entregas de pedidos; filas de espera ou respostas lentas às suas solicitações. Perdas por esperas e atrasos ocorrerão quando eles encomendarem produtos fora de estoque ou quando houver entrega errada. Além do estresse causado pela má comunicação, instruções erradas, erros e produtos defeituosos.
  • Os clientes também se sentirão desprestigiados com a repetição de informações cadastradas, quando em atendimento em qualquer serviço de telefonia móvel ou via website. Ter que repetir informações e detalhes, seja em formulários online ou em conversas telefónicas, especialmente em situações em que são transferidos de uma pessoa para outra, é uma perda de tempo e um teste de paciência para o cliente.
  • A cadeia de serviços financeiros fornece outro exemplo de desperdício: a venda de carteiras e cadastro de clientes. Compromete ou expõe a pouca lealdade aos clientes existentes.
  • Ofertas especiais oferecidas a novos clientes em termos que não estão disponíveis para clientes existentes. E para piorar a situação, os pedidos de acesso a estes termos especiais por parte de clientes existentes são frequentemente recusados.

 

O Desperdício Digital

Lembrado e enviado por Alexandre Vaz (Black Belt em Lean Six Sigma), existe ainda o desperdício digital, que é o uso ineficiente de recursos digitais em uma organização. Ele pode ser causado por uma variedade de fatores, incluindo:

  • Tecnologias inadequadas: A utilização de tecnologias que não atendem às necessidades da organização pode levar a uma série de desperdícios, como retrabalho, erros e atrasos.
  • Processos ineficientes: Processos mal projetados ou mal implementados podem gerar desperdício digital, como a entrada de dados duplicada ou a falta de integração entre sistemas.

 

O desperdício digital [1] pode ser definido como uma qualquer atividade realizada digitalmente que não agregue valor às pessoas, materiais, máquinas, métodos e medidas em uma empresa lean digital. Esta perda pode ser classificada como ativa ou passiva.

A figura abaixo mostra as categorias de desperdício digital.

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Elaborado por Aluisio Monteiro

A figura abaixo mostra os desperdícios considerados, além do 7 desperdícios tradicionais em processos.

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O aprendizado aqui é que todas as formas de desperdício, sejam elas internas ou externas, são muito caras para todos nós!

Fontes:

[1] MARCONDES, G. B., ROSSI, A.H.G., SOUZA, M. P., PONTES, J., DESPERDÍCIO DIGITAL NO CONTEXTO DO LEAN 4.0: PRINCIPAIS DIRECIONAMENTOS DE PESQUISA Enegep, 2022.

 
Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

Lean, or Lean management, is an organizational culture based on the management philosophy, values, and methods, which strives “to contribute to the sustainable development of society and the earth through the manufacturing and provision of high-quality and innovative products and services”. Lean results in a significant increase in production efficiency and product quality.

In part, all Lean Manufacturing concepts are applied to traditional project processes, making them more agile, lean and cheaper.

 

The Definition of Lean Project Management

Lean Project Management is the application of lean manufacturing principles to the practice of project management. It aims to maximize value while minimizing waste throughout the project process. Lean manufacturing principles and have since been applied to various industries, including project management.

Lean manufacturing identifies three types of waste: muda, muri, and mura (known collectively as the 3M).

  • Muda refers to activities that consume resources without providing additional value
  • Muri refers to the overuse of equipment or employees
  • Mura is operational “unevenness,” which decreases efficiency and productivity in the long term

 

Lean project management aims to reduce the 3M within the project process.

 

The key Principles of Lean Project Management

The key principles of lean project management are as follows:

  1. Specify value: This principle involves identifying the project’s value in the mind of the customer. Understanding what the customer considers valuable allows the project team to focus on delivering the most important features and outcomes.
  2. Map the value stream: Value stream mapping is a visual tool that helps identify the entire process for creating the project or product. By mapping the value stream, the project team can analyze the process for waste and inefficiencies, such as unnecessary steps or delays.
  3. Make value flow by eliminating waste: Once waste is identified through value stream mapping, the project team can create an improvement plan to eliminate or reduce it. This plan represents a “future state” for the project’s process, aiming to streamline and optimize the flow of value.
  4. Make value flow at the customer’s: The ideal scenario is to move the project forward or create the product when requested by the customer. This helps reduce inventory and save resources, as the project team focuses on delivering value only when it is needed.
  5. Pursuit of perfection: Regularly reassessing the project process is essential for eliminating waste and maximizing productivity. By continuously improving the project management approach, the team can strive for perfection and deliver higher quality outcomes.

 

Organizations that adopt lean project management can benefit from reduced lead times, lower inventory and storage costs, decreased overall costs, improved productivity and efficiency, greater quality, and customer satisfaction.

 

Examples of Industries that have Successfully Implemented

Here are some examples of industries that have successfully implemented lean project management:

  1. Automotive Industry: The automotive industry, particularly companies like Toyota, have been pioneers in implementing lean project management. Toyota’s Toyota Production System (TPS) is a prime example of lean manufacturing principles in action. By focusing on waste reduction, continuous improvement, and just-in-time production, Toyota has been able to optimize their manufacturing processes and deliver high-quality vehicles efficiently.
  2. Manufacturing Industry: Lean project management has found success in various manufacturing sectors, including electronics, pharmaceuticals, and food processing. By implementing lean principles such as value stream mapping, pull production, and continuous flow, companies in these industries have been able to reduce lead times, improve quality, and minimize waste.
  3. Healthcare Industry: The healthcare industry has also adopted lean project management principles to improve patient care and operational efficiency. Lean methodologies have been applied to various healthcare processes, such as patient flow, inventory management, and surgical procedures. By eliminating waste and optimizing processes, healthcare organizations have been able to enhance patient outcomes and reduce costs.
  4. Aerospace Industry: Companies in the aerospace industry, such as Boeing and Airbus, have also embraced lean project management. By implementing lean principles, these companies have been able to streamline their production processes, reduce waste, and improve overall efficiency. For example, FedEx Express implemented lean manufacturing strategies in their aircraft maintenance processes, resulting in significant cost savings and improved workflow.

 

Companies that apply Lean Project Management include Toyota, Gerdau, Ball, Dell, Fedex, Nike, Harley-Davidson, among others.

Lean Project Management brings an agile and lean footprint, which unites generations X, Y and Z. And it guarantees the delivery of project value on time, at cost and meeting the promised scope. This is done through the lean philosophy, consistent with the use of numerous tools applied to the project and the product or service delivered.

 

Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

Você está se preparando para se tornar um Gerente de Melhoria Contínua, mas não sabe por onde começar?

Com o crescimento do mercado de consumo no mundo pós pandemia, as cadeias de suprimentos do mundo cresceram e se digitalizaram, igualmente aumentou a necessidade da melhoria dos processos nas empresas, de fornecedores de segunda camada até os varejistas que atendem o cliente final. E com isso, o interesse de muitos profissionais e estudantes na carreira de melhoria contínua que envolve desde analistas, engenheiros, gerentes, diretores e CEOs.

Estamos todos buscando eficiência em nossas operações e a metodologia e as ferramentas de melhoria contínua são o caminho para esse objetivo.

As principais funções que um profissional pode ocupar nessa carreira são:

  • Gerente de melhoria contínua; gerente de melhoria operacional; gerente de desenvolvimento de gestão operacional; gerente de excelência operacional; gerente executivo de melhoria contínua; gerente de inovação e melhoria; gerente de transformação Lean; gerente de transformação e excelência; gerente de processos e melhoria contínua; gerente de planejamento, eficiência e melhoria contínua, dentre outras denominações similares para multinacionais que juntas correspondem a 17.098 vagas no Brasil (pesquisa linkedin em 01/05/22).

 

Nesse artigo, reuni uma lista que serve como ponto de partida para a escolha de uma futura carreira como gerente de melhoria contínua. Nessa lista inclui itens que você deve considerar antes de iniciar uma carreira em projetos em melhoria contínua.

O que devemos considerar, buscar e refletir sobre a carreira em melhoria contínua:

  • O que realmente significa ser um gerente de melhoria contínua? Pesquise, leia, converse com o RH da sua empresa e com especialistas para entender a importância, o significado dessa carreira.
  • Habilidades que um gerente dessa natureza precisa desenvolver: descubra se você possui as habilidades necessárias para fazer parte desse mercado. Caso não tenha ou sinta que precisa de mais, faça reciclagem na forma de cursos de aperfeiçoamento e certificações (Yellow Belt, Green Belt, Black Belt e Master Black Belt).
  • O que um gerente melhoria contínua realmente faz? Faça uma pesquisa e análise das responsabilidades de gerenciamento de melhoria contínua no mercado de trabalho atual, na sua região ou no Brasil, pois considere atuar em ótimas oportunidades em outra cidade.
  • Qual é o segredo dessa carreira? Busque dicas sobre como se tornar melhor na profissão de gerenciamento de projetos de melhoria contínua, especialista Lean Six Sigma, analista de melhoria de processos, engenheiro de melhoria de processos, etc.
  • Como se tornar um gerente de melhoria contínua: formação, treinamento e certificações são o caminho, pois o mercado absorve quem tem perfil de formação nessa área de conhecimento.
  • Salário do gerente de melhoria contínua: pesquise antes e saiba quanto pedir de acordo com seu nível de conhecimento, formação e experiência. Alguns segmentos pagam melhor e nem discutem valores pela importância desse profissional.
  • Problemas de carreira do gerente de melhoria contínua pode ter: converse com especialistas, Master Black Belts, Black Belts, Green Belts e descubra como os especialistas em gerenciamento de melhoria contínua lidam com os problemas quando eram iniciantes e prepare-se para enfrentar com inteligência e resiliência quaisquer problemas que você possa encontrar durante a sua jornada.
  • Ferramentas para gerentes de melhoria contínua devem conhecer: ferramentas de colaboração, ferramentas de resolução de problemas, sistemas de vídeo conferência, software de gerenciamento de projetos (online e standalone) e todos os aplicativos/softwares que os gerentes de projeto precisam para iniciar um projeto ou modelar e controlar um processos.

 

Aluisio Monteiro
Master Black Belt | Operations Management Specialits | Professor do CEFET/RJ

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